
Pode-se dizer que o Racing vendeu a alma ao Diablo, apelido do rival Independiente. Pelo que veio a curto e longo prazo, faria sentido mesmo. O ex-meia José Omar Pastoriza, que sabia destruir as jogadas adversárias e também armar as próprias com categoria, não foi um jogador fora de série como Ricardo Bochini, indiscutivelmente o maior ídolo do time vermelho de Avellaneda.
Mas talvez foi quem mais se personificou com o clube. Foi um dos poucos casos de pessoas campeoníssimas tanto como jogador como treinador na mesma equipe. E foi ainda como técnico dos ‘Rojos’ que, por volta das 4 e meia da manhã em um 2 de agosto de 2004, seu coração (rojo pelo Independiente) parou de bater.
Sr. Pastoriza faleceu aos 61 anos, em Buenos Aires, vítima de parada cardíaca. Enquanto jogador, Pastoriza passou pelo Racing Club e pelo Independiente, entre 1964 e 1972, transferindo-se depois para o Mônaco. Também defendeu a seleção argentina. Como treinador do Independiente ganhou um campeonato argentino, uma Taça dos Libertadores e uma Taça Intercontinental.
Se algo distinguiu Pastoriza no futebol e na vida, no vestiário e em campo, como treinador e como jogador, foi sua personalidade marcante. «El Pato» pode ser definido como um autêntico líder positivo e cativante. Era o patrono, o caudilho, o chefe e o líder dos grupos que comandou. Pastoriza era um cara muito franco, sincero, carinhoso e sabia lidar com conflitos de um jeito único. Faz falta, mas deixou um legado imenso!