
Com resultados não muito expressivos, mas somando pontos necessários, o título nacional do Boca Juniors em 2022 teve muito da essência de Hugo Ibarra. O técnico de 48 anos assumiu o comando do time xeneize depois da saída de Sebastián Battaglia, assim que foi elimidado da Libertadores para o Corinthians.
Ibarra assumiu o time encarando logo um clássico contra o San Lorenzo na Liga Argentina. O que era para ser um trabalho interino acabou sendo definitivo. O novo treinador, literalmente, seguiu até o fim da temporada levando o Boca à 35ª conquista da taça argentina. Seu time não encantou, mas foi aquilo que sabe ser desde sempre: Copero!
No balanço positivo de seu primeiro semestre de Boca Jrs, Ibarra terminou a temporada com 13 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. Mas sobretudo, com o seu primeiro título como treinador que o respaldou para seguir no comando em 2023. E o que esperar de seus próximos passos?
Hugo deu indícios de ser um biachista à beira do gramado, por conta da influência de Carlos Bianchi – seu técnico no Boca Jrs – no estilo de jogo que aplica. Até mesmo nos treinos ele tem mesmo método de Bianchi. A prática consiste em treinos formais, na La Bombonera, com a grama molhada simulando uma partida oficial.
Esses treinamentos serão realizados semanalmente sob os olhares de Ibarra para que os jogadores se acostumem a jogar em qualquer circunstância. Também faz divisões de setores durante a semana nos treinos. Além disso, ele tem uma mania que chama atenção: Durante os jogos coloca sua garrafinha de água sempre do lado onde o Boca está atacando.
Ele tem se mostrado um técnico estrategista, não muito agitado e observador. Passa a maior parte dos 90 minutos levantando do banco e assistindo tudo com as mãos no bolso ou passando instruções ao seus jogadores. Ao longo do jogo recebe orientações de seus auxiliares e analisa seu tablet cheio de anotações.
Com um olhar sereno, postura confiante e ao mesmo tempo misterioso, Ibarra busca se encontrar como treinador em um grande desafio que terá pela frente. Sua prova de fogo para 2023 é a Libertadores. O Boca completará 16 anos desde sua última da América, que veio através do bilardista Miguel Russo. Ibarra terá que usar seu lado bianchista muito além dos treinos caso queira ter uma temporada mais brilhante que seus seis primeiros meses de batalhas xeneizes.
Contudo, ter a confiança dos jogadores e da torcida que mais pressiona na Argentina também vai ser essencial para Ibarra. Bianchi foi mestre como ninguém nisso. Observando o legado do mestre, Hugo pode ter a fórmula para lidar com o atual Boca. Levando em conta seu perfil, tem tudo pra dar certo mesmo quando enfrentar turbulências.

Parabéns pela coluna Babi! Sucesso sempre ❤️
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Muito obrigada! (:
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Vc é a melhor em tudo! Arrasa 👏🏽👏🏽👏🏽
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Valeu, parce!
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Que dms!! Vou vir ler direto suas analises
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Muito obrigada! (:
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